EDIÇÃO Nº 2.847 | QUI · 7 DE MAIO DE 2026
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Paratriathlon.

A modalidade paralímpica do Triathlon e o sistema de classificação funcional da ITU — 7 classes que organizam a disputa.

O esporte.

Acessibilidade e superação
Estreia paralímpica · Rio 2016

A acessibilidade, capacidade de competir e o grande exemplo de superação fez com que o Triathlon Paralímpico aparecesse como opção para atletas com os mais variados tipos de deficiência. Trata-se de um esporte moderno, emocionante e dinâmico, que busca incansavelmente a igualdade de participação em todos os eventos.

Desde 1995, a ITU organiza campeonatos mundiais anualmente e o número de competidores aumenta em ritmo acelerado, inclusive no Brasil, que há quase 20 anos tem paratriatletas representando o país em competições internacionais de alto nível.

A distância padrão utilizada é a Sprint — 750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida. Em 11 de dezembro de 2010, o IPC anunciou que o Paratriathlon foi oficialmente aceito para integrar o programa oficial da competição e a modalidade fez sua estreia nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Classificação funcional.

Sistema oficial · ITU
7 classes
PTDI Deficiência Intelectual

Inclui atletas com quaisquer tipos de deficiência intelectual. Os atletas devem seguir as normas de classificação e estar devidamente registrados na CBDI, Confederação Brasileira de Esportes para Deficientes Intelectuais, que segue as normas internacionais. Esta categoria é o resultado de uma ação pioneira do Triathlon Brasil, valendo apenas para as provas do Calendário Nacional. Ainda não é uma categoria oficial, e sim uma ação Triathlon Brasil para promover reconhecimento e inclusão.

PTWC Usuário de cadeira de rodas

Duas sub-classes: PTWC1 (mais comprometidos) e PTWC2 (menos comprometidos). Inclui lesão na medula espinhal, amputados acima do joelho ou pessoas com paralisia cerebral grave. Pontuação até 640,0. Após a natação, usam handcycle no ciclismo e cadeira de rodas de corrida na última etapa.

PTS2 Deficiências graves

Lesão do plexo braquial, amputados acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral severa. Pontuação até 909,9. Próteses ou dispositivos de apoio aprovados podem ser usados.

PTS3 Deficiências significativas

Lesão do plexo braquial, amputados acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral leve. Pontuação entre 910,0 e 979,9. Próteses ou dispositivos de apoio aprovados podem ser usados.

PTS4 Deficiências moderadas

Amputados abaixo do joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve. Pontuação entre 980,0 e 1.091,9. Próteses ou dispositivos de apoio aprovados podem ser usados.

PTS5 Deficiências leves

Amputados abaixo do joelho, amputados abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve. Pontuação entre 1.092,0 e 1.211,9. Próteses ou dispositivos de apoio aprovados podem ser usados.

PTVI Deficiência visual total ou parcial

Três sub-classes: PTVI1, PTVI2 e PTVI3. Inclui atletas totalmente cegos, com nenhuma percepção de luz (B1), com percepção mínima e com visão parcial (B2, B3). Um guia é obrigatório toda a prova — na natação e corrida ligados por corda não-elástica, no ciclismo em bicicleta tandem.