EDIÇÃO Nº 2.847 | QUI · 7 DE MAIO DE 2026
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Antidopagem.

Combate ao uso de substâncias e métodos proibidos no Triathlon brasileiro, em conjunto com a ABCD, WADA, COB e demais autoridades. Orientações, dúvidas frequentes e links para capacitação — conheça suas responsabilidades e compita com ética.

A política antidopagem.

CB Tri · ABCD · WADA · COB
Tolerância zero

O aumento do uso de substâncias ou métodos proibidos, destinados a melhorar artificialmente o desempenho esportivo, motiva uma ação de combate intensa por parte da Confederação Brasileira de Triathlon e demais autoridades nacionais e internacionais. O objetivo é evitar uma vantagem desleal de um competidor sobre os demais, além de preservar os aspectos éticos e morais do esporte e, acima de tudo, a saúde do atleta.

No Brasil, a realização do controle de dopagem é feita pela Autoridade Brasileira Controle de Dopagem (ABCD). O Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem tolerância zero em relação ao doping, e orienta e educa os atletas a se prevenirem. A área de controle de doping do COB publica regularmente uma cartilha com dados e orientações a atletas — e a toda Comunidade Olímpica — sobre o uso de medicamentos no esporte.

A organização mundial responsável por regulamentar as substâncias proibidas é a World Anti-Doping Agency (WADA). No caso de haver alguma diferença entre o publicado pelas autoridades nacionais de combate ao doping, deve-se seguir a informação contida no site oficial da WADA (www.wada-ama.org). Em casos de discordância de traduções, fica definida a versão em inglês do mesmo site.

Para mais informações sobre a ABCD, acesse gov.br/abcd.

Responsabilidade estrita do atleta.

O princípio fundamental
4 passos

O princípio fundamental que todo atleta precisa compreender antes de qualquer outra coisa.

“Cada atleta é responsável por todas as substâncias encontradas em sua amostra biológica, independentemente de como chegaram ao organismo. Desconhecimento ou descuido não isentam de punição.”
— Código Mundial Antidopagem (WADA), Artigo 2.1
01
Verifique ANTES de consumir qualquer produto

Use o Check Jogo Limpo (ABCD) para medicamentos nacionais ou o Global DRO para internacionais. Suplementos são área de alto risco — muitos contêm substâncias proibidas não declaradas no rótulo.

02
Conclua o curso de educação antidoping obrigatório

A World Triathlon exige conclusão anual do módulo adequado ao seu perfil (elite, jovem, paraatleta ou técnico) para manter elegibilidade em competições internacionais.

03
Mantenha os dados de paradeiro (Whereabouts) atualizados

Atletas do RTP/TP da World Triathlon devem registrar localização no ADAMS. Três falhas em 12 meses equivalem a violação antidoping.

04
Se precisar de medicamento proibido: solicite TUE com antecedência

A Autorização de Uso Terapêutico deve ser solicitada com pelo menos 30 dias de antecedência. Usar antes da autorização é, em regra, violação antidoping.

Perguntas frequentes.

Dúvidas de atletas e treinadores
6 perguntas

Dúvidas comuns de atletas e treinadores sobre as regras antidoping no triathlon.

Lista proibida O que é a Lista Proibida e quando ela muda?

A Lista Proibida da WADA define todas as substâncias e métodos banidos. É atualizada anualmente, em vigor a partir de 1º de janeiro. Divide-se em:

  • Sempre proibidas (em e fora de competição): anabolizantes, hormônios, EPO, etc.
  • Proibidas em competição: estimulantes como efedrina, canabinoides, opioides.
  • Proibidas em modalidades específicas: beta-bloqueadores em esportes de precisão.

Consulte sempre: wada-ama.org/prohibited-list.

Lista proibida Posso tomar suplementos vendidos em lojas esportivas?

Suplementos são área de alto risco. Muitos contêm substâncias proibidas não declaradas ou sofrem contaminação cruzada. Antes de qualquer produto:

  • Verifique no Check Jogo Limpo ou Global DRO;
  • Prefira produtos com certificação antidoping (Informed Sport, NSF Certified for Sport);
  • Consulte médico do esporte ou nutricionista familiarizado com as regras da WADA.

A substância encontrada na sua amostra é sua responsabilidade, mesmo que o fabricante tenha errado.

Controle Como funciona o controle de dopagem em prova?

O processo segue etapas padronizadas pela WADA:

  • Notificação: seleção e notificação por Agente credenciado. Você assina e é acompanhado o tempo todo.
  • Acompanhamento: pode concluir obrigações pós-prova (pódio, mídia), sempre acompanhado.
  • Coleta: urina e/ou sangue sob observação direta na Estação de Controle.
  • Frascos A e B: selados e numerados na sua presença.
  • Resultado adverso: você pode solicitar análise do frasco B e ter representante.

Recusar ou fugir do controle tem as mesmas consequências de um resultado positivo.

Whereabouts O que é Whereabouts e quem precisa declarar?

Sistema de localização para testes fora de competição sem aviso prévio. Obrigatório para atletas do RTP e TP da World Triathlon:

  • Informações enviadas trimestralmente no ADAMS;
  • Obrigatório incluir janela diária de 60 minutos em local fixo;
  • Três falhas em 12 meses = violação antidoping;
  • Age Group não faz parte do RTP/TP, mas pode ser testado em competição.
Geral O curso antidoping é obrigatório para Age Group?

Atualmente, a obrigatoriedade de conclusão do curso como pré-requisito de inscrição não se aplica à categoria Age Group nas competições da World Triathlon. Porém:

  • Age Group ainda está sujeito a controles de dopagem nas provas;
  • A World Triathlon está desenvolvendo módulo específico para a categoria;
  • Fortemente recomendado: o conhecimento protege o atleta mesmo sem obrigatoriedade.
Lista proibida CBD, maconha medicinal e fitoterápicos: são permitidos?

Área de confusão frequente:

  • CBD: removido da lista em 2018, mas o THC continua proibido em competição. Produtos de CBD frequentemente contêm traços de THC — risco real;
  • Maconha medicinal: autorização médica nacional não equivale à TUE. THC proibido em competição;
  • Fitoterápicos: sem isenção por origem natural. Efedrina, presente em plantas, é proibida em competição.

Consulte sempre o Global DRO.

Categorias sempre proibidas.

Banidas em e fora de competição
6 categorias

Banidas em e fora de competição. A lista completa é atualizada anualmente pela WADA.

Agentes anabolizantes (esteroides)
Hormônios peptídicos (EPO, GH, HCG)
Beta-2 agonistas (exceto TUE)
Moduladores hormonais e metabólicos
Diuréticos e agentes mascarantes
Manipulação de sangue e dopagem genética

Antes de tomar qualquer medicamento ou suplemento, consulte as ferramentas oficiais:

ABCD · Ferramenta oficial

Check Jogo Limpo

Consulte medicamentos registrados no Brasil pelo nome comercial ou princípio ativo. Ferramenta oficial da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem.

Acessar Check Jogo Limpo →
WADA · Internacional

Global DRO

Para medicamentos de outros países, verificação por modalidade e substância. Essencial para atletas que viajam ou competem no exterior.

Acessar globaldro.com →

TUE — Autorização de Uso Terapêutico.

Therapeutic Use Exemption
Mecanismo legal restrito

O que é, quando solicitar e por que não é uma solução simples.

TUE / AUT — Therapeutic Use Exemption

Existe um mecanismo legal — mas ele é restrito e exige comprovação rigorosa

A TUE permite que um atleta com condição médica diagnosticada utilize medicamento da Lista Proibida. Não é uma brecha simples: é avaliada por comissão de médicos especialistas e só aprovada quando todos os critérios forem cumpridos simultaneamente.

Atenção

TUE não é fácil de conseguir e não deve ser tratada como atalho

Antes de tomar qualquer substância proibida acreditando que “depois solicita a TUE”, entenda: a TUE não é concedida automaticamente, tem prazo de avaliação, pode ser negada — e usar a substância antes da autorização já configura violação antidoping. Você precisa provar que não existe nenhuma alternativa com substância permitida. Se houver qualquer opção equivalente sem proibidas, a TUE será indeferida. Não é para sair tomando medicamento proibido achando que é fácil — a comissão é rigorosa e a documentação precisa ser completa e robusta.

Os 4 critérios obrigatórios — todos devem ser cumpridos
1
Condição médica diagnosticada e documentada

Diagnóstico formal com histórico clínico, exames e laudos. Sintomas sem diagnóstico objetivo não são aceitos.

2
Sem alternativa sem substância proibida

Prove que todas as opções com substâncias permitidas foram esgotadas ou são inadequadas. Se há alternativa, a TUE é negada.

3
Sem ganho de desempenho além do normal

O uso não pode elevar o rendimento acima do estado de saúde normal. O objetivo é restaurar a saúde — não melhorar a performance.

4
Condição não causada por uso anterior de proibido

A necessidade não pode ter sido causada por uso prévio não terapêutico de substância ou método proibido pela WADA.

Motivos frequentes de indeferimento
Documentação incompleta

Receita médica simples não basta. A comissão exige exames, laudos, histórico clínico e justificativa técnica detalhada.

Existe alternativa permitida

Mesmo “menos conveniente”, se há medicamento equivalente sem substância proibida, a TUE será negada.

Uso visando performance

Deficiência funcional sem diagnóstico formal ou solicitação visando primariamente o rendimento — recusado.

Retroativa sem emergência comprovada

Usar primeiro e pedir depois — sem urgência médica justificada — é violação antidoping independentemente do resultado.

Documentação mínima exigida na solicitação

  • Diagnóstico médico com CID e histórico clínico detalhado
  • Exames laboratoriais e de imagem comprovando a condição
  • Justificativa médica para a substância proibida específica
  • Dosagem, via de administração, frequência e duração
  • Evidência de que alternativas permitidas foram descartadas
  • Formulário oficial ABCD (nacionais) ou Federação Internacional
Prazos importantes
30
dias mínimos
Antecedência antes da competição
ABCD — nacionais
21
dias
Para recorrer ao indeferimento
Após notificação
21
dias
Para encaminhar à WADA se FI não reconhecer
Após não reconhecimento
Exceção
emergência
TUE retroativa: só com urgência médica comprovada
Não é regra
Fluxo de solicitação
Passo 1
Diagnóstico formal com laudos
Passo 2
Formulário ABCD ou FI
Passo 3
Documentação médica completa
Passo 4
Avaliação CAUT (médicos)
Aprovado
Uso autorizado com prazo
Negado
Recurso em 21 dias

Solicitar TUE ou esclarecer dúvidas

Nacionais: ABCD. Internacionais WT: Federação Internacional. Em dúvida, consulte a CB Tri.

Canais de contato e denúncia.

Dúvidas, TUE, orientações e denúncias
Canais oficiais

Para dúvidas, TUE, orientações ou denúncias, utilize os canais oficiais.

CB Tri
Confederação Brasileira de Triathlon
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Dúvidas sistema ADAMS
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Verificação
Ferramentas de consulta

Informações orientativas baseadas no Código Mundial Antidopagem (WADA) e nas regras da World Triathlon. Consulte sempre as fontes oficiais. Atualização: maio/2026.